quarta-feira, 25 de maio de 2011

Centro de Reabilitação de Porto Alegre (CEREPAL)

O Centro de Reabilitação de Porto Alegre (CEREPAL) promove qualidade de vida ao paralisado cerebral, por meio de educação, valorização, assistência, reabilitação e integração com a sociedade. Os programas desenvolvidos em diversas áreas atendem os direitos e as necessidades dos pacientes e estendem ações de atenção às famílias, que atualmente são 156. Possui também o serviço de Medicina Física, que presta cerca de 3.500 atendimentos ambulatoriais fisioterápicos a pessoas vindas de todo o Estado.
Na Escola de Educação Especial CEREPAL há alunos a partir de 4 anos. O local possui classe de educação infantil, séries iniciais, ensino fundamental e oficinas pedagógicas. Hoje existem 93 alunos, em 13 turmas divididas nos turnos manhã e tarde. A entidade possui uma infraestrutura para atendimento em turno integral. Muitos dos que estudam na escola permanecem lá o dia todo, já que antes ou depois da aula participam de oficinas e recebem a alimentação e os cuidados necessários. A entidade possui uma equipe técnica com assistentes sociais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos fisiatras, nutricionistas, psicólogos e terapeutas ocupacionais, além de uma equipe de educação com pedagogas e professoras.
"Estacionamento" de cadeiras de rodas é
enfeitado com quadros feitos pelos alunos nas oficinas
O CEREPAL foi fundado por um grupo de pais com filhos portadores de lesão cerebral em 2 de março de 1964. Se mantém por meio de convênios com órgãos públicos, da captação de recursos pelo Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (Funcriança) e pelo valor que o Sistema Único de Saúde (SUS) repassa. Ainda há pessoas que fazem doações espontâneas. Mas segundo Rosane Anhaia, tesoreira da entidade, isso ainda não cobre totalmente o valor que precisam, pois há muitas dispesas: “A gente está sempre correndo atrás, termina mês, começa mês e a gente tem que correr atrás de dinheiro, porque falta”.
Para ajudar, o Clube de Mães, que é uma associação de mães de pacientes e alunos do CEREPAL, vendem rifas e realizam cursos entre elas para confeccionarem produtos para também serem vendidos. Além disso, organizam eventos como chás, galetos e brechós. Haverá um chá dia 09 de Junho, no valor de R$ 15, no Colégio Dom Bosco, em Porto Alegre, perto do CEREPAL, que fica localizado no bairro Passo D´areia, na Rua Brigadeiro Oliveira Nery, 100 e 115. Em outubro será realizado outro chá e, em setembro, um galeto. Para mais informações ligue para (51) 3342-9753 ou 3343-7586.
O trabalho que o CERAPAL realiza precisa ser divulgado para que empresas e pessoas que têm condição de ajudar, assim façam, e para que os que precisam de ajuda, sejam ajudados. Sonali Zilio, vice-presidente do CEREPAL, reclama que são mostradas muitas outras entidades filantrópicas, mas que falta mídia para mostrar o que eles fazem: “O CEREPAL tem 47 anos, faz esse trabalho maravilhoso e não aparece em lugar nenhum, daí muita gente não conhece”, conta ela. A tesoureira Rosane Anhaia complementa: “Nós precisamos de um padrinho forte, como a AACD tem por exemplo, para nos manter na mídia.  "É importante que as pessoas conheçam o trabalho que é feito aqui no CEREPAL, mas para que isto aconteça é necessário divulgação. Precisamos de divulgação na mídia, mas não temos disponibilidade financeira para arcar com estes custos."”. Sonali Zilio e Rosane Anhaia são mães voluntárias e não ganham nenhum tipo de remuneração. Ambas têm filhos que recebem tratamento na entidade. 

terça-feira, 17 de maio de 2011

SOS Casas de Acolhida

O SOS Casas de Acolhida surgiu em 1993 devido à necessidade de um local para abrigar crianças vítimas de violência doméstica, que muitas vezes permaneciam hospitalizadas por falta de local adequado para protegê-las. Hoje, há 25 crianças entre zero e seis anos de idade na unidade de acolhimento de Porto Alegre, no bairro Cristo Redentor, e 23 na unidade de Canoas, no bairro Estância velha. Também em Canoas, desde 2008, funciona a Casa Lar, um abrigo permanente onde são acolhidas oito crianças e adolescentes.
          A entidade faz um trabalho para que as crianças possam superar os traumas, desenvolver suas potencialidades, elevar sua autoestima e construir um futuro mais positivo e pacífico. Elas são acolhidas, ganham cuidados médicos, acompanhamento psicológico e com assistente social e recebem a proteção que precisam até a decisão judicial, que pode ser voltar para a sua família de origem, ficar com um parente próximo, ser adotada ou ainda ir para uma Casa Lar. Lá, elas passam a constituir uma família social, cuidada por uma mãe social, assegurando seu direito à convivência familiar
Para manter as três unidades, que atendem ao todo 56 crianças, há um convênio com as prefeituras de Porto Alegre e de Canoas. No entanto, o valor repassado é pouco para suprir todas as despesas. Para isso, o SOS Casas de Acolhida conta com diversos tipos de contribuições. Veja abaixo como você pode ajudar.
- Sendo um sócio da paz ou sócio-colaborador. Você contribui mensalmente com a quantia que desejar. Ao preencher o cadastro no site www.acolhida.org.br/como-ajudar/socio-colaborador, um DOC (com o valor em branco) será enviado pelo correio para você estipular quanto doará mensalmente.
- Participando do projeto do governo do Estado “Nota solidária”. Há poucos postos de arrecadação de notas fiscais, então você pode pegar uma caixinha na sede administrativa (Rua Miguel Tostes, 575, em Porto Alegre), colocar em um estabelecimento comercial e se responsabilizar em recolhê-las. Você pode também ajudar na digitação das notas fiscais. Depois de fazer um treinamento, é possível baixar o programa no seu computador e fazer as digitações em casa. Com esse trabalho, o governo do Estado repassa dinheiro à instituição. 
- Participando do Nhoque Solidário, no dia 29 de maio, no restaurante Becco (Rua Borges de Medeiros, 3120, em Porto Alegre). Toda a renda será destinada à entidade. Os convites estão disponíveis na sede administrativa, no valor de R$ 39.  Para mais informações acesse o site www.acolhida.org.br ou ligue para (51) 3335-1333. 
- Doando roupas, materiais escolares, alimentos, fraldas, brinquedos, calçados, produtos de limpeza e de higiene. Mas o que mais falta, principalmente em Canoas, são itens como fralda, leite, carne, frutas e verduras.
Fazendo uma doação direta aos SOS Casas de Acolhida: Caixa Econômica Federal - agência 0435 - conta corrente 003.2497-0.
- Contribuindo para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (Funcriança), principalmente em Canoas. Veja como é feito no www.acolhida.org.br/como-ajudar/fundo-da-crianca e ouça no áudio a seguir. 
E assim como qualquel casa, há muitos gastos com a manutenção. Há um projeto de revitalização da Casa Lar para fazer um espaço com computador, lugar para estudar, área de lazer, jardim, horta, churrasqueira. Tudo isso para melhorar a convivência familiar. Nas casas de apoio também é preciso fazer melhorias nas cozinhas, nas lavanderias e arrumar um espaço de recreação coberto na rua. Mas os gastos com itens básicos (principalmente em Canoas, onde são recebidas poucas doações) acabam não deixando esses projetos irem a diante. De acordo com Sonia Bagatini, psicóloga e assessora da diretoria, as unidades de Canoas são muito mais necessitadas que a de Porto Alegre: “O valor que a prefeitura nos repassa é bem mais baixo que o de Porto Alegre, a população de lá tem uma mentalidade de não participar. É preciso fazer um trabalho muito intenso lá na sociedade de Canoas”, conta ela.

Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul

O Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul (ICI/RS) foi o primeiro local visitado para dar início ao blog. Em quase vinte anos de existência, já foram atendidos 1457 pacientes. O centro de apoio fica na Rua Francisco Ferrer, 276, em Porto Alegre, próximo ao Hospital de Clínicas. E é na unidade de Oncologia Pediátrica desse hospital que crianças e adolescentes recebem todo o tratamento contra o câncer. A média de crianças que saem clinicamente curadas ultrapassa os 70%, índice igual aos alcançados nos Estados Unidos e na Europa.
        O ICI/RS não tem mantenedores. Tudo é conseguido por meio de doações, eventos e projetos. São realizados cerca de 80 atendimentos por mês, então o que chega sai rápido. Muitas vezes faltam itens básicos, que são comprados com o dinheiro arrecadado. No momento, o instituto está precisando de produtos de higiene, como sabonete, desodorante, shampoo, creme dental, absorvente e fralda. Também faltam latas de leite em pó e casacos quentes para criança. Outra necessidade é de calcinhas e cuecas infantis, que precisam ser novas devido à baixa imunidade das crianças. E faltam roupas de meninos, já que geralmente eles as estragam mais facilmente.
Você pode ajudar ainda participando dos eventos realizados para angariar fundos. O brechó acontece todos os últimos sábados do mês, das 9h às 16h, no térreo da sede. No dia 30 de junho, às 20h, haverá um jantar na Associação Leopoldina Juvenil. No dia 27 de agosto acontecerá o Mac Dia Feliz, no qual todo o dinheiro da venda do Big Mac é revertido para a instituição. No dia 30 de outubro ocorrerá no Parcão a Corrida pela Vida. Pelo site www.ici-rs.org.br ou pelo telefone (51) 3331-8704 é possível obter mais informações sobre os eventos.
O ICI/RS conta também com o projeto "Nota Solidária", do governo do Estado. As notas fiscais arrecadadas são organizadas pelos voluntários, que separam por valor, montam os lotes e as digitam. É possível baixar o programa em um computador pessoal e fazer as digitações em casa. 
O centro de apoio tem uma estrutura que proporciona diariamente atividades recreativas, tratamento odontológico, auxílio na compra de medicamentos, distribuição de cestas básicas e vestuários. Há 45 funcionários e 370 voluntários quem atuam no local. Ouça o áudio a seguir:
Voluntárias organizam roupas 
O Hospital de Clínicas comporta 27 leitos. Ainda há pacientes que fazem quimioterapia, mas não estão internados. Eles ficam na casa de apoio, localizada no pátio do hospital, onde há 54 vagas para acomodar as famílias de pacientes que vêm de todo o Estado. Há voluntárias que fazem a triagem das roupas para serem doadas a essas famílias e às crianças ou serem vendidas no brechó. “O que vai para o brechó é aquilo que nao serve para as famílias, como sapato  de salto, roupa de festa, vestidos sofisticados. As nossas mães precisam de moletom, calça jeans, camisetas, sapatos baixos, tênis”, conta Nelci Paixão, voluntária há 14 anos.    
        Felizmente, não faltam pessoas dispostas a serem voluntárias. Elas são selecionadas em março e setembro e recrutadas conforme a necessidade da instituição. Nas reuniões de março cerca de 120 pessoas compareceram. Conforme Caroline Martins, Coordenadora dos Voluntários do ICI/RS, é preciso uma triagem, pois há pessoas que querem trabalhar na recreação, por exemplo, mas já passaram por algum problema de câncer na família e choram só de ver o vídeo institucional: “De cada dez pessoas que procuram o instituto, oito são mulheres e cinco tiveram casos de câncer na familia”, afirma ela.



terça-feira, 10 de maio de 2011

BLOG VOLUNTARIADO ONLINE

Olá. Hoje estou iniciando o blog Voluntariado Online. Aqui, irei apresentar diversas instituições que dependem do voluntariado para prosseguir com seus projetos. O intuito desse blog é incentivar possíveis voluntários a iniciar esse bonito trabalho já realizado por muita gente aqui no Rio Grande do Sul e no mundo inteiro. Quero mostrar àqueles que têm o desejo de ajudar, como eles poderão fazer isso, pois muita gente pensa em ajudar, mas não sabe como. Para qualquer dúvida ou comentário o e-mail é voluntariadoonline@hotmail.com.